“Ao lado de Nahuel Moreno aprendi sua constante preocupação em educar os militantes”

Mercedes Petit é dirigente do partido argentino Izquierda Socialista e também da Unidade Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (UIT-QI). Mercedes Petit fala nesta entrevista sobre a preocupação e o tempo que Moreno dedicava a formação política dos militantes:

Você teve uma experiência muito importante, ao lado de Moreno, na construção das escolas de quadro, na elaboração de matérias de propaganda, etc. Você poderia nos falar um pouco sobre como foi esta experiência e o que você guarda dela.

Ao lado de Moreno, o que aprendi foi sua constante preocupação em educar e levantar o nível e dar informação a toda a militância, inclusive aos operários que tinham pouca educação (no sentido habitual do termo), os jovens etc. Ele era um educador permanente. Moreno sempre se pôs à frente desta tarefa, mas também deu oportunidade a outros companheiros, como eu, para estudar, para formar-se ao seu lado. Ele buscava, sistematicamente, que fizemos cursos de formação, publicássemos projetos e, inclusive, às vezes, deixando até um pouco de lado outras tarefas.

Reclamávamos sempre que ele deveria, pessoalmente, dedicar mais tempo para escrever mais livros, textos etc. Ele, contudo, era sempre reticente, e usava seu tempo para a formação coletiva, de conjunto. Agora, ele deixou livros fundamentais. Por exemplo, estou feliz em saber que, vocês, agora, estão publicando em português, uma obra de alto nível teórico e de investigação que é “Lógica Marxista e ciências modernas”. Um livro muito avançado para sua época, porque é um livro resultando de uma pesquisa realizada no início dos anos 70 e, praticamente, introduziu Piaget em Argentina, quando ele ainda um psicólogo francês desconhecido. Ou, ainda, obras memoráveis de polêmica política diretamente (polêmica teórica, política e programática), principalmente com seu eterno “adversário”, o revisionista Ernest Mandel, como livro que vocês também irão publicar agora: “A ditadura revolucionária do proletariado”, que tem uma tremenda atualidade, justamente porque representa os primeiros passos de sua polêmica com Mandel sobre o significado de sua capitulação direta à democracia burguesa, sua preparação, nos terrenos da teoria e do programa, para o abandono da ditadura do proletariado e ingresso nos governos burgueses, que sua corrente começou a fazer de forma prática 10 ou 20 anos depois, mas já estava antecipada nesta polêmica. E, por último, outro livro decisivo em nossa formação foi “O partido e a revolução”, que chamamos de “Morenazo”.

Mulheres negras: Raça, Gênero e Classe

Ao discutirmos a questão das mulheres, é importante que se perceba que existem vários fatores que se relacionam com a questão de gênero, como é o caso da classe, da sexualidade e a questão de raça. Nesse texto especificamente, quero iniciar a reflexão de como raça, gênero e classe se entrelaçam numa relação de opressão e exploração que atinge a vida da maior parte das mulheres negras de nosso país.

Por: Marcela Johnson

Machismo e Racismo e as implicações do capitalismo para as mulheres pretas.

Como disse Engels, a primeira divisão do trabalho na sociedade foi a divisão sexual do trabalho e, apesar do patriarcado não ter sido criado pelo capitalismo, ele é a base da criação da propriedade privada e do Estado que, por sua vez, da base para uma sociedade onde uma classe pode explorar a outra. Mas o que isso significa?

Uma das primeiras formas de se dividir o trabalho na sociedade foi a divisão entre o trabalho dos homens e das mulheres, com o desenvolvimento das técnicas de produção (ferramentas, máquinas), que criou a possibilidade de acumular, vemos tomar forma o que chamamos de patriarcado. O patriarcado é uma forma de organização da sociedade onde o homem é o chefe/dono da família e da propriedade e, portanto, é quem tem o poder político e econômico.

Por outro lado, para que o capitalismo pudesse se desenvolver foi preciso um processo de acumulação de riqueza para desenvolver a indústria e etc., esse processo é conhecido por acumulação primitiva de capital e foi, em grande parte, formado pelo lucro do sequestro de pretos Africanos usados como mão de obra escravizada nas colônias. Ou seja, a riqueza que possibilitou com que o capitalismo se desenvolvesse veio das colônias dos antigos Impérios, que utilizavam de mão de obra escrava. Sendo assim, tanto as produções nessas colônias como o tráfico de escravos foram base dessa acumulação. Não é à toa que a Inglaterra foi o primeiro país a ter sua revolução industrial, ela era a maior traficante de escravos do mundo.

Para sustentar essa exploração brutal, a apropriação da vida de um ser humano a partir da escravidão dos negros, foi preciso um arcabouço ideológico que inferiorizasse nossa raça, que nos desumanizasse, para explicar a nossa escravização e a exploração que se dá até hoje do continente Africano. Sendo assim, da necessidade econômica de escravizar todo um povo se cria as ideias de que eles são inferiores, por isso podem e devem ser escravizados sem nenhum remorso moral.

O capitalismo, para manter suas margens de lucro e dividir as fileiras da classe operária, se apropria desses sistemas de opressão, se mostrando incapaz de concretizar a demanda que sua própria revolução levantara: a igualdade. Toda essa discussão, que parece abstrata se encontra de forma bem concreta na vida de cada trabalhadora, de cada negro, de cada homossexual e se dá de forma ultrajante no cotidiano da maioria de nós, mulheres pretas.

E o que sobra para nós mulheres pretas?

O fim da escravidão ficou longe de ser um processo de real libertação para os negros do mundo inteiro. Vivemos em uma sociedade de classes e ainda a maioria de nós é oprimida e explorada para garantir os lucros da classe dominante. Muitos de nós fazemos parte de um setor que nem sequer tem a possibilidade de ser explorado, que vive um desemprego estrutural, o lumpem-proletariado.

Dentro dessa sociedade o que a maior parte das mulheres negras encontra é uma vida onde a opressão gerada pela questão de classe, raça e gênero se entrelaçam de uma forma indissolúvel e cruel. O que vivemos cotidianamente é a miséria que o capitalismo nos impôs. O Brasil, um país que contem o maior “exército” de empregadas domésticas do mundo e que, em sua maioria, são negras; uma das maiores populações carcerárias do mundo que, também em sua maioria, é negra.

Trabalhos altamente precarizados ocupados, em sua maioria, pelos negros.
Terceirização, morte por abortos clandestinos, estupros, condições insalubres de moradia, transporte, saúde e educação precarizados, violência policial, genocídio e mais milhões de outras coisas que poderia levantar aqui.

É preciso, quando se discute essa questão, reavaliar o que algumas feministas acreditam serem avanços relativos dentro da democracia burguesa. Por exemplo: para que o capitalismo permitisse uma relativa independência das mulheres brancas burguesas e pequeno-burguesas, nós negras fomos obrigadas a cuidar de suas casas e de seus filhos. O capitalismo avança em cima de nossa exploração, humilhação e morte.

Mas não são só as condições objetivas de vida. O racismo também causa inúmeros impactos subjetivos em muitas de nós. Fanon, ao estudar a subjetividade dos negros nos países colonizados consegue expressar a miséria subjetiva que também é imposta aos negros.

Não somos o padrão de beleza e muitas de nós matam cada dia nossa identidade, tentando se parecer um pouco mais com as mulheres brancas. Somos ainda consideradas objetos sexuais dos “senhores brancos”, hipersexualizadas somos desejáveis apenas como amantes, mas na subjetividade dos homens brancos e negros não servimos como companheiras para relações amorosas profundas, apenas para diversão.

Sozinhas, muitas vezes tendo que cuidar de toda a família com um salário mínimo, resistimos na Babilônia. Essa é a nossa situação. O racismo nos ataca todo o dia nos lembrando da inferioridade que delegaram a nossa raça e sem perceber vamos, por vezes, nos apropriando da visão do opressor.

Mas nós não sucumbimos, para nós sobreviver é resistência! E todos os dias encontro grandes guerreiras que mesmo com todos esses problemas ainda resistem para existir. Algumas mais audazes lutam não só para existir, mas para transformar essa realidade. E a luta é uma escola de guerra. Se a realidade de nossas vidas nos torna duras guerreiras, a luta de classes nos ensina e nos cobra a missão de sermos parte da vanguarda revolucionária e as melhores combatentes nesse processo de transformação.

É o fim então?

O capitalismo não nos deu nada além de humilhação e pobreza. Não temos nada a perder a não ser nosso grilhões! Por isso para as mulheres negras, assim como para todos os trabalhadores e trabalhadoras é preciso tomar em nossas mãos não só o rumo de nossa história, mas da história da própria humanidade.

Mas a nossa luta não se resume apenas a luta pela tomada do poder, mas também a luta intransigente pelos direitos democráticos das mulheres, dos negros, dos LGBT´s e de todos os oprimidos como parte da nossa luta cotidiana nos sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais. E como parte da transformação material da sociedade, construiremos uma nova moral que será o inicio de uma transformação muito mais profunda, que nos levará a lugares nunca antes percorridos, que permitirá a humanidade se desenvolver de forma nunca antes vista.

Nossa libertação, como mulheres negras se dará assim. Não podemos ser nós, que vivemos há gerações a humilhação, que fomos escravizadas, desumanizadas e até hoje tratadas como o que de pior existe nessa sociedade que iremos pegar o chicote para perpetuar a escravidão moderna de outros homens e mulheres. Nossa libertação é a libertação da humanidade! De nós nascerá um novo amanhã. Traremos a força e a experiência daqueles que nunca desistem, que aprenderam com a vida e com a morte. Devemos ter em nossas mentes e corações o exemplo de nossos ancestrais guerreiros que morreram lutando por um mundo melhor.

Jovem universitário negro foi preso suspeito de roubar o próprio carro

Pedro Henrique, preso “suspeito” de roubar o próprio carro.

“Fui preso, constrangido, humilhado, machucado porque sou negro”


O estudante da Faculdade de Políticas Públicas da UEMG, Pedro Henrique, publicou em seu facebook que ele foi abordado e preso por dois policiais do 22º batalhão da Polícia Militar ao tentar entrar em seu próprio carro.

Em seu depoimento, Pedro chegou ao local onde estava seu carro por volta das 19h, no dia 30 de março. No mesmo instante foi abordado pelos policiais, que fizeram a tradicional pergunta: “o que você está fazendo no carro?”.

Na tentativa de responder a pergunta, disse que era trabalhador, mas foi tratado agressivamente pela PM, que mandou o rapaz colocar as mãos na cabeça e, em seguida, foi algemado.

“Mão na cabeça, vagabundo, e cala tua boca”, os policiais falaram. O rapaz argumentou que conhecia seus direitos e que não poderia ser abordado desta maneira. Para o bom conhecedor da ação da Polícia Militar, essa é deixa da PM para aumentar a agressividade na abordagem, foi o que aconteceu.

A argumentação do estudante “foi o suficiente para que a truculência aumentasse. Com violência, me algemaram. Em minha volta, colegas, professores e vizinhos começaram a protestar. Senti medo, vergonha e indignação. As pessoas que me defendiam também eram ameaçadas e coagidas a não registrar o que estava ocorrendo. Me jogaram no carro”, disse.

Mesmo depois de constatada que a propriedade do veículo era de Pedro Henrique, ele foi levado para uma delegacia no bairro Coração Eucarístico, na região noroeste da cidade.

De vítima a autor, na delegacia Pedro Henrique foi acusado de desacato à autoridade, desobediência e resistência. Um sargento falou, ainda, que “você vai pagar umas cestas básicas para aprender o que é polícia”.

Em seu texto, publicado na internet, o estudante desabafou: “eu, como a maioria dos negros e negras deste País, sei muito bem o que é polícia. Fui preso, constrangido, humilhado, machucado porque sou negro. Porque, sendo negro, ousei ter um carro, dirigi-lo e me recusar a pedir desculpas por isso. Porque, sendo negro, me recusei a ser suspeito, a tomar um esculacho sem protestar”, afirmou.

A abordagem da polícia, que foi denunciada pelo estudante da UEMG, é a mesma utilizada pela PM em todos os estados. É uma abordagem com base na cor da pessoa aborda. Se for negro, não adianta argumentar, ser inocente, estudante e trabalhador, a truculência é garantida.

Análise de como a herança escravista influenciou a profissão de empregada doméstica

No livro “Libertas entre Sobrados”, Lorena Telles discute como, mesmo após abolição, negras permaneceram em más condições sociais.

No livro Libertas entre Sobrados, a historiadora Lorena Telles analisa a relação entre mulheres negras e a profissão de empregada doméstica entre 1880 e 1920 em SP.

“O livro fala sobre sujeitos sociais silenciados durante a história: negras subalternas que foram escravas. Procurei entender como se deu essa relação que levou essas mulheres das senzalas para o trabalho doméstico”,  diz Lorena.

De acordo com a autora, sua pesquisa revela que, mesmo após o fim da escravidão, as mulheres negras continuaram a sofrer com más condições econômicas e sociais e, principalmente, com a herança escravista da profissão.

O baixo salário – em média 20 mil réis na época -, por exemplo, não permitia que negras recém libertas tivessem suporte mínimo para viver em São Paulo. “A regulamentação (CLT) da profissão de empregada doméstica só aconteceu há três anos (2012). Ou seja, uma série de direitos foram negados a essas mulheres por muito tempo. Essa situação indica como a profissão foi influenciada por sua herança escravista”, diz.

Para a pesquisadora, a proximidade entre empregadas domésticas e o ambiente familiar também prejudicou as profissionais do lar durante a história.

“Quando pensamos que a casa, onde pessoas moram, é também lugar de trabalho, as empregadas domésticas são colocadas muito próximas aos caprichos, aos cuidados dos patrões, das crianças. Portanto, acabam trabalhando muito mais do que qualquer outra profissão, sendo as primeiras a acordar e as últimas a dormir”, analisa.

Fonte: Opera Mundi

A vitória merecida do Vasco e a desonestidade rubro-negra

Será difícil para os flamenguistas [sempre orgulhosos] aceitarem a derrota sobre o Vasco no dia de hoje. Já era esperado tal reação.

Mas, sem dúvida, todos os flamenguistas assistiram ao jogo, compraram ingressos, encontraram com os amigos, vestiram a camisa, gritaram e cantaram a cada lance do jogo. Indiscutivelmente, a partida foi importante para os torcedores rubro-negros. [caso tivessem mantido o empate, estariam agora comemorando a “vitória” sem nem lembrar do espectro Eurico-FERJ]

Na noite de ontem, já haviam alguns torcedores-bastidores que começaram a se pronunciar de forma pessimista sobre o jogo. Outros, de forma bastante desonesta, dizendo que “se o Vasco vencesse a culpa seria da relação Eurico – FERJ”, outros já diziam “Copa Eurico”, dentre várias outras designações. Conclusão: Independente do Vasco jogar ou não melhor, se ele vencesse, não seria por mérito de jogo, e sim por negociatas entre o presidente do Vasco e a FERJ. Uma piada para ser simplório e objetivo.

A resposta vascaína foi dada dentro de campo [como é nossa práxis]. Quem pôde assistir ao jogo entre Vasco e Flamengo, não restaram dúvidas sobre a superioridade do Vasco durante toda a partida. Alguns flamenguistas mais honestos vieram falar comigo de forma respeitosa para reconhecer a vitória do Vasco, por ter mostrado em campo, sua supremacia sobre o rubro-negro. Outros, já estavam postando seus “desabafos” agressivos no facebook/twitter para dizer que o campeonato foi comprado pelo presidente do Vasco da Gama e blá blá blá.

Eu sinceramente prefiro nem discutir sobre um resultado merecido do meu time. O Vasco entrou em campo para vencer. Jogou com raça e vontade, diante de todas as calúnias e invencionices dos rivais, para que a resposta fosse dada dentro de campo. E deu. O Vasco venceu o Flamengo e disputará a final do campeonato com o Botafogo no próximo domingo.

Parabéns ao Clube de Regatas Vasco da Gama pela vitória! Seremos campeões e reconhecidos pelo futebol que estamos apresentando de forma competente e honesta.

O Gigante da Colina impõe seu respeito sobre os rivais impiedosos.

Guerra às instituições, incluindo a FERJ, CBF e Rede Globo! O Vasco da Gama e sua torcida não aceitarão as calúnias que estão sendo arquitetadas pelos clubes rivais e suas respectivas torcidas! Nossa guerra é contra as instituições que estão acabando com o futebol popular!

Diga NÃO ao futebol moderno!

Fábio Coutinho

Saudade é mais amor do que amar

Quando estamos juntos, costumamos reparar nas coisas ruins e fazer comparações com o jardim alheio [tão problemático, quanto o nosso].

Quando estamos separados, costumamos reparar nas coisas boas e relembrá-las a cada segundo enquanto olhamos aquelas fotos antigas preenchidas de sorrisos.

Até o momento em que começamos a perceber que saudade
é mais amor
do que amar.

Talvez seja mais uma das minhas teorias estúpidas que lanço na rede; ou não.

Fábio Coutinho 19/04/2015 – 12:33

Aleijadinho

Escultor, entalhador e arquiteto mineiro da arte barroca, considerado o maior escultor do período barroco.


Biografia resumida

Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa) nasceu em Vila Rica no ano de 1730 (não há registros oficiais sobre esta data). Era filho de uma escrava com um mestre-de-obras português. Iniciou sua vida artística ainda na infância, observando o trabalho de seu pai que também era entalhador.

Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença degenerativa nas articulações. Não se sabe exatamente qual foi a doença, mas provavelmente pode ter sido hanseníase ou alguma doença reumática. Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstra um esforço fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continua trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas Gerais.

Na fase anterior a doença, suas obras são marcadas pelo equilíbrio, harmonia e serenidade. São desta época a Igreja São Francisco de Assis,  Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões (as duas na cidade de Ouro Preto).

Já com a doença, Aleijadinho começa a dar um tom mais expressionista às suas obras de arte. É deste período o conjunto de esculturas Os Passos da Paixão e Os Doze Profetas, da Igreja de Bom Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas do Campo. O trabalho artístico formado por 66 imagens religiosas esculpidas em madeira e 12 feitas de pedra-sabão, é considerado um dos mais importantes e representativos do barroco brasileiro.

 A obra de Aleijadinho

A obra de Aleijadinho mistura diversos estilos do barroco. Em suas esculturas estão presentes características do rococó e dos estilos clássico e gótico. Utilizou como material de suas obras de arte, principalmente a pedra-sabão, matéria-prima brasileira. A madeira também foi utilizada pelo artista.

Morreu pobre, doente e abandonado na cidade de Ouro Preto no ano de 1814 (ano provável). O conjunto de sua obra foi reconhecido como importante muitos anos depois. Atualmente, Aleijadinho é considerado o mais importante artista plástico do barroco mineiro.

 Carregamento da Cruz  (escultura em madeira), Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas-MG)

Principais obras de Aleijadinho:

Talha

– Retábulo da capela-mor da Igreja de São Francisco em São João del-Rei

– Retábulo da Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto

–  Retábulo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Ouro Preto

Arquitetura

– Projetos de fachadas de duas igrejas (Igreja de São Francisco em São João del-Rei e Nossa Senhora do Carmo em Ouro Preto).

Escultura

– Conjunto de esculturas do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (incluíndo as mais conhecidas: “Os Doze Profetas”).

Profeta Daniel (pedra sabão), Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas-MG)

Fonte: Sua Pesquisa